quinta-feira, 18 de abril de 2013

Atlético perde a invencibilidade na competição sul-americana


por Priscila Oliveira


Melhor time da Copa Bridgestone Libertadores da América 2013, já garantido na próxima fase e com o direito de decidir os confrontos de volta em casa, o Alvinegro encarou um tricolor desesperado que tinha que vencer e torcer para que o Arsenal também ganhasse do The Strongest. Deu sorte!

O Atlético perdeu por 2 a 0 para o São Paulo na noite dessa quarta-feira, 17 de abril, no estádio Morumbi. A partida foi válida pela 6ª e última rodada do Grupo 3, fase de grupos da Libertadores. A noite foi de um técnico Cuca sem inspiração e de um São Paulo que marcou forte e jogou a partida da vida.

Com o atacante Tardelli sem condições de ir para o jogo, Cuca escalou Serginho para o lugar dele. Quando para todos, o mais natural seria a entrada de Guilherme, reconhecido por jogadas inteligentes e boa finalização. Ou Morais e Rosinei contratados para fortalecer o elenco, mas eles nem foram cogitados. Pois bem, como esperado, Serginho mal apareceu, ou só apareceu em lances de erros de passe e perda de bola.

No 1º tempo, o Atlético não conseguiu sair da marcação do tricolor, mas se defendeu bem. Nas poucas vezes que teve a bola nos pés, errou muitos passes! Assim como o adversário que mesmo com tamanha posse de bola, errava muitos passes e não chegava com qualidade no ataque. O craque Ronaldinho Gaúcho, responsável por criar as grandes jogadas para o ataque atleticano muito pouco fez. Marcado de perto, não teve condições de criar. Ainda teve chances na bola parada, mas, desperdiçou.

Ao ir para o intervalo sem levar gol, se esperava uma substituição no time. Sairia Serginho, para a entrada de Guilherme. Era a lógica naquele momento, porque com R10 mal, seria necessário outro jogador inteligente no meio de campo, (embora ele seja originalmente atacante) para disputar a atenção da marcação e dar dinamismo. Além disso, o Atlético tinha perdido o meio de campo e Guilherme poderia ajudar a acertar isso. Pois bem! O técnico Cuca sacou Luan para a entrada de Alecsandro. Se a bola não chegava para o atacante Jô que se movimenta bem e é mais ágil, como iria chegar para o atacante Alecsandro mais lento e pesado?

A partida recomeçou e a tônica foi a mesma da etapa inicial. Os dois times marcando e o tricolor com mais posse de bola. Até que aos 10 minutos, o zagueiro Leonardo Silva derrubou o jogador adversário na grande área. O pênalti foi marcado e convertido. Leonardo levou o terceiro cartão amarelo e está fora do primeiro jogo das oitavas-de-final.

Com o gol do São Paulo, se imaginou que o Atlético fosse jogar mais solto e que a marcação seria aliviada. Que nada! Nesse momento, Serginho saiu para a entrada de Neto Berola, que mal figurou no banco alvinegro nas partidas deste ano. Nem precisa falar que não deu em nada essa substituição.

Aos 33 minutos, o treinador alvinegro fez mais uma substituição, finalmente colocou Guilherme no time, mas no lugar de Leandro Donizete. Perdendo o jogo e o técnico tira um volante de marcação para colocar um atacante. Substituição errada. O time não conseguiu sair da marcação tricolor e colocar a bola no chão. Guilherme pouco pôde fazer. A substituição fez o time se abrir na parte defensiva e, três minutos depois (36’), o São Paulo ampliou.

Com as más substituições de Cuca,  o árbitro que parou o jogo no apito a todo momento, nem pode entrar na conta dessa derrota. O atacante Tardelli fez falta demais ao time. A variação de jogadas dele com Jô e R10, a forma como prende a bola no ataque enfim, pela inteligência tática, acredito até que a presença dele seja mais importante que a de Bernard para o Galo.

‘Dos males o menor’. Para o Atlético o jogo valia só pela oportunidade de eliminar um time acostumado com a Libertadores na competição, nada mais que isso. Claro que Cuca, por toda a campanha que o Alvinegro fez até aqui, tem muito mais méritos que deméritos. Mas hoje errou feio. Errou rude! Escalou mal, substituiu mal e influiu diretamente no placar do jogo. Parece ter usado a partida para treinar, testar...

Infelizmente, resultado justo para o tricolor. Uma derrota, espera-se que na hora certa, para colocar um pouco de realidade na, até então, irretocável campanha do Atlético. Tomara que tenham sentido o gosto amargo de perder a invencibilidade e não queiram passar por isso novamente, porque agora é mata-mata! Humildade, seriedade, força e foco são as tônicas à partir de agora. Faltam 8!

Melhor time da Libertadores na fase de grupos, como foi dito no início, o Atlético somou 15 pontos e, nas oitavas-de-final, encara o mesmo São Paulo, pior segundo colocado com apenas sete pontos. O jogo de ida será na capital paulista e o de volta em Bh. As datas ainda serão definidas. Antes disso, o Galo encara o Villa Nova, pelo campeonato Mineiro, nesse domingo 21 de abril, no Mineirão.

Saudações Atleticanas!!!


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